Notebook: qual processador escolher?
Core i5, Ryzen 7, Core Ultra... os nomes dos processadores ficaram ilegíveis. Veja como se orientar sem ser engenheiro.

O nome do processador sozinho não basta
Dois notebooks podem exibir o mesmo nome de processador (por exemplo, "Core i5") e ter desempenhos muito diferentes, dependendo da geração, do sufixo (U, H, HX) e, principalmente, de como o fabricante limitou ou não o consumo. O sufixo costuma ser mais importante que o número: um processador "U" é pensado para autonomia e design fino, um "H" ou "HX" para potência bruta, mesmo que isso signifique mais calor e consumo.
Escritório e navegação: não pague a mais por potência
Para uso de escritório, navegação, videochamadas e streaming, praticamente todos os processadores recentes — inclusive os de entrada — são mais do que suficientes. Nesse caso, a RAM (16 GB no mínimo hoje) e um armazenamento SSD rápido têm mais impacto no dia a dia do que o próprio processador.
Criação de conteúdo e jogos: observe a placa de vídeo
Para edição de foto/vídeo ou jogos, é a placa de vídeo dedicada (GPU) que faz a diferença, não só o processador. Um notebook com um bom processador mas sem GPU dedicada continuará limitado para esses usos, não importa quantos núcleos sejam anunciados.
Compare em vez de decifrar fichas técnicas
Em vez de tentar memorizar todas as nomenclaturas de processadores, o mais simples é comparar diretamente de 2 a 3 modelos na mesma faixa de preço com o modo guiado "Melhor desempenho": ele pondera processador, RAM e armazenamento juntos e mostra uma pontuação geral, evitando que você precise decidir com base em um único número isolado.