AMOLED contra OLED: uma falsa oposição muito comum

O AMOLED não é concorrente do OLED, é um tipo de OLED — e essa confusão faz com que se perca de vista o critério que realmente importa.

Uma confusão muito comum: o AMOLED não é uma alternativa ao OLED

Nas fichas técnicas costuma aparecer "ecrã OLED" e "ecrã AMOLED" como se fossem duas tecnologias concorrentes, dando a entender que é preciso escolher entre as duas. Na realidade, o OLED ("díodo orgânico emissor de luz") designa a tecnologia de ecrã de base, na qual cada píxel produz a sua própria luz. O AMOLED ("OLED de matriz ativa") é simplesmente o método eletrónico usado para controlar esses píxeis — e é o método usado por praticamente todos os ecrãs OLED dos telemóveis atuais. Ou seja, um ecrã AMOLED é um ecrã OLED: não há escolha entre os dois.

O que realmente diferencia os painéis entre si

Como quase todos os ecrãs OLED de telemóvel são, na prática, AMOLED, a verdadeira pergunta não é "OLED ou AMOLED?", mas sim: que fabricante de painel, que geração de painel e que calibração de software o fabricante do telemóvel aplicou? Dois telemóveis com ecrã "AMOLED" podem apresentar cores, brilho máximo e precisão muito diferentes consoante estes três fatores — é aí que se decide a qualidade percebida, muito mais do que no nome da tecnologia.

Contraste, modo escuro e autonomia

A verdadeira vantagem da tecnologia OLED/AMOLED, seja qual for o nome usado, é que cada píxel se pode apagar completamente para mostrar um preto perfeito, ao contrário dos ecrãs LCD, que permanecem retroiluminados o tempo todo. Isso resulta num contraste muito superior e, com o modo escuro ativado, num consumo de energia menor, já que os píxeis pretos praticamente não gastam energia. É um dos raros casos em que ativar o modo escuro tem um efeito mensurável na autonomia, e não só no conforto visual.

Risco de marcação e brilho ao sol

As tecnologias OLED/AMOLED partilham também os mesmos pontos de atenção: risco de marcação permanente ("burn-in") se uma imagem estática — uma barra de navegação, um elemento de interface sempre visível — permanecer muito tempo a alto brilho, e, historicamente, um brilho máximo ao ar livre um pouco abaixo dos melhores ecrãs LCD, uma diferença que as gerações recentes de painéis já reduziram bastante. Para comparar telemóveis pela qualidade real do ecrã, e não pelo nome da tecnologia, veja o ranking dos melhores ecrãs.