8 GB ou 12 GB de RAM: qual escolher?

O número certo depende menos da ficha técnica do que daquilo que realmente faz com o telemóvel no dia a dia.

Para que serve realmente a RAM num smartphone

A RAM não determina a velocidade bruta como o processador o faz: a sua principal função é manter as aplicações carregadas em memória para que possa voltar a elas instantaneamente, sem que recarreguem do zero. Quanto mais RAM disponível, mais aplicações o sistema consegue manter ativas em segundo plano antes de ter de fechar uma para libertar espaço.

8 GB: mais do que suficiente para a maioria dos usos

Para um uso habitual — redes sociais, navegação web, mensagens, streaming de vídeo, várias aplicações abertas ao mesmo tempo — 8 GB cobre bem as necessidades. Dificilmente notará diferença em relação a um telemóvel com 12 GB nestes cenários, desde que o sistema operativo esteja bem otimizado.

12 GB: quando faz mesmo diferença

A diferença torna-se concreta em dois casos específicos: multitarefa intensiva (alternar constantemente entre muitas aplicações pesadas, como ferramentas de edição ou vários jogos ao mesmo tempo) e jogos móveis recentes e exigentes, que carregam texturas enormes em memória e beneficiam dessa margem extra para evitar engasgos. Se raramente mantém mais de três ou quatro aplicações abertas ao mesmo tempo, essa RAM extra fica sobretudo teórica.

"RAM virtual": um argumento de marketing a relativizar

Muitos fabricantes oferecem hoje expandir a RAM pedindo emprestado espaço de armazenamento interno. Esta funcionalidade, muitas vezes anunciada com números impressionantes, é bem mais lenta do que RAM física real e só traz benefício real para manter aplicações leves em segundo plano por mais tempo — nunca substitui um verdadeiro aumento de RAM física em tarefas exigentes.

Não se fie apenas no número indicado na ficha técnica: compare os modelos que lhe interessam na nossa lista dos melhores telemóveis por desempenho.